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“Fala este livro de um drama. Do meu – talvez o mais pequeno de todos. Do de todos esses que conheceram o inferno prisional angolano nos anos que seguiram à independência, no contexto de uma guerra que encarcerou o povo angolano em fronteiras de violência sem medida. A máquina de guerra sustentou o poder do MPLA, perpetuou uma luta fraticida e enredou na repressão o quotidiano de muitos, angolanos e estrangeiros, fazendo da jovem nação um vasto campo de refugiados, deslocados e orfãos. Falo de holocausto, não por desconsiderar aquele que a história contemporânea da Europa viveu – o holocausto por antonomásia -, mas porque a desumanidade tamanha desse não pode ocultar outros holocaustos que o curso dos anos somou à história de muitos povos, onde se repetiram os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade.”
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> Fig.50 Fotografia (não referenciada no texto) que ilustram as barreiras de controlo de circulação que eram montadas pelo MPLA nos territórios que estavam sob o seu domínio. |
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